ENTREVISTA PARA O BLOG CANTINHO DA CAROLINA

Entrevista com Janice Ghisleri 

Por Carolina  para o Blog Literário Cantinho da Carolina em 29.08.2011 – São Paulo-SP

 
 
Quem é Janice Ghisleri?
Eu sou estilista, tenho uma marca de bolsas com conceito ecológico chamada EcoJane. Em paralelo escrevo romances. É uma forma de viver de duas maneiras. Uma no mundo real e na outra no mundo de fantasia. Eu acho que todo mundo precisa desses dois lados. Em geral eu sou uma romântica inveterada.

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Que tipos de livros você gosta de ler? E quais são os autores que lhe serviram de influência? 
Gosto muito de ler romances e suspenses, lia muito quando era adolescente as séries Sabrina, Bianca e outros, e gosto dos livros de Jane Austen e Mary Jo Putney. Foram os livros que mais me marcaram, na realidade, me introduziram no mundo dos romances. Enfim, livros que tenham muito amor, daqueles que a gente somente sonha. Claro, bem carregado de drama. Gosto também de muito suspense e aventura, como Dan Brown, Stephen King. Eu acho que um pouco de cada gênero é o que faz prender o leitor. Por isso coloco uma pitada de tudo nos meus livros, pois escrevo sobre o que tenho apreço, acho que assim fica mais emocionante.
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Cite os livros que você não tira da cabeceira. 
Os meus. Sou apaixonada pelos meus personagens.
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Fale um pouco sobre os seus livros: “Entre o Amor e a Fé” e “Paixões no Oeste”. 
Entre o Amor e a Fé é um livro chocante, faz uma mistura de presente e passado de uma forma interessante. É intenso que faz o leitor chorar, rir, roer as unhas. De uma forma indireta faz belas alfinetadas em certas ordens, mas não é intencionalmente o objetivo do livro, e sim mostrar que tudo o que fazemos ou vivemos está relacionado com nossa vida passada e que nossas decisões afetam não somente a nós mesmos, mas também os outros que nos rodeiam.  Os personagens passam uma avalanche de emoções que viram suas vidas do avesso. A descoberta dos segredos na suposta igreja medieval vai mostrando uma infindável confusão e mistério e você não vê a hora de ler a próxima página para descobrir o que vem a seguir. Como adoro assuntos sobre magia e culturas antigas, este é o foco de meu livro que é carregado de sentimentos nobres e intensos. O amor é acima de tudo o que move as atitudes dos personagens e este amor tão intenso faz com que eles abram mão de sua própria felicidade para ver feliz a pessoa amada, faz com que façam loucuras e arrisquem tudo para buscar a felicidade. Abdicar é um ato raro  hoje em dia, e eles fazem isso. Alguns pontos escritos realmente fizeram parte de nossa história, como os templários o paganismo, as sacerdotisas, deusas e sobre a caça as bruxas, mas o livro não tem nenhum compromisso histórico a não ser a ficção.  
Paixões no Oeste valoriza sobre tudo o amor e a amizade incondicional.  Os personagens lutam pelo amor custe o que custar, quebram regras da sociedade rígida do século XIX, enfrentam tudo e todos e impressionantemente se metem sempre em confusão e tentam desesperadamente salvar suas vidas numa terra sem lei como o Texas. Gosto muito da pitada de humor dos personagens, ao mesmo tempo em que você está roendo as unhas para ver como sairão de uma bela confusão envolvendo tiros e mortes, soltam uma piada ou uma tonteria. São inocentemente bravos e apaixonantes. Os rapazes são o sonho de consumo de qualquer mulher e as mocinhas são intensas, bravas, correm atrás do que querem e empunham armas sem pestanejar. A luta que incansavelmente travam é manter suas famílias unidas e viverem seus verdadeiros amores.
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Como foi o processo de escrever até publicar os livros? 
Quando comecei a escrever o fazia sem compromisso nenhum, nunca havia planejado publicar estes livros, no fim das contas acabou sendo uma surpresa para mim. Eu escrevia e postava em um fórum de fanfics e o incentivo de escrever e publicar minhas histórias acabou vindo muito forte por parte dos meus leitores e amigos. Então, Entre o Amor e a Fé e a saga Paixões no Oeste  acabaram percorrendo o caminho para isso, o que me deixou muito feliz.
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Qual seria a trilha sonora perfeita para “Entre o Amor e a Fé” e “Paixões no Oeste”?
Tenho muitas músicas que embalam minhas estórias como uma trilha. Para Entre o Amor e a Fé a que eu mais gosto é For the Love of a Princess, que indiquei às leitoras para o fim do último capítulo. Eu mesma li e reli com a música mil vezes, é emocionante. E Nomine Heilig para mim também é muito forte.
Para Paixões no Oeste sou muito fã de Little Big Town e claro algumas músicas do II Divo como Rejoice,AdagioEverytime I Look at You e outras.
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O que mais a deixa feliz em relação aos livros?
Fiquei muito feliz com o resultado final e principalmente com o feedback das leitoras. Emociona me seus comentários, de como se prenderam na trama do início ao fim e se emocionaram com o drama dos personagens, e que chegaram a derramar lágrimas em muitos momentos das tramas, tanto em Entre o Amor e a Fé como em Paixões no Oeste. O fato de acabarem o livro e esperarem uma continuação, significa que ficou com gostinho de quero mais. Já recebi muitas mensagens de leitoras que já os leram 3 vezes. Foi por isso que Paixões no Oeste virou quatro livros, as leitoras não aceitaram um fim definitivo para o livro, e então ele acabou se tornando uma saga e o mesmo aconteceu com Entre o Amor e a Fé, as leitoras estão pedindo uma continuação, o que me deixa muito feliz.
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Você acredita que os leitores estão se interessando mais pela Literatura Nacional? E quais são as maiores dificuldades de um autor nacional iniciante conseguir a publicação do livro e o reconhecimento do público?
Sim, acredito. A leitura no Brasil de escritores nacionais tem crescido muito, mas ainda é muito fraco. As literaturas estrangeiras têm um espaço muito forte e o descrédito de possuirmos escritores brasileiros com capacidade de ter livros tão bons quanto estrangeiros é ainda muito presente, mas creio que isso deva mudar com o tempo. Temos escritores muito bons e deveriam ser mais valorizados. É só tentar que os leitores irão se surpreender. E no Brasil ainda existe uma falta de cultura muito grande pela literatura, coisas como futebol, carnaval, popozudas parecem ter mais importância que um bom livro, isso deveria mudar, pois ler um bom livro traz sentimentos tão adversos e intensos em nossos corações e mentes que muitas pessoas não conhecem. Sem contar que em muitos casos nos serve como lição, mensagens para sermos pessoas melhores, ou para vivermos momentos de fantasia e sair um pouquinho de nossa realidade.
Sobre a publicação de livros, creio que as maiores dificuldades em publicar livros é exatamente esse, ser um iniciante. Se você não é conhecido, não recebe méritos que deveria principalmente pelas grandes editoras. Acho que há um desvelo muito grande e em alguns casos até desrespeito. Hoje temos algumas formas independentes de publicar livros, mas isso os encarece, o que torna a venda um pouco mais complicada, e a maior fatia com certeza não é a do escritor em ambos dos casos. Isso desestimula a escrita e a leitura. Oxalá isso mude prontamente para que nossos autores nacionais se inspirem a escrever boas histórias e que haja mais leitores.
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Você tem algumas mensagem para quem quer escrever um livro ou publicá-lo?
Não desista, persistência é o grande motor que guia um escritor. Se seus livros forem bons um dia receberás o crédito que merece. 
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